Actualmente é vulgar ouvir falar na comunicação social, de alterações climáticas, gases de efeito poluente, energias renováveis, entre outras questões relacionadas com as temáticas de ambiente e energia. Muitos países mundiais assinaram o Protocolo de Quioto, de modo a poderem reduzir as emissões poluentes e ao mesmo tempo criarem uma economia sustentável. Exemplo disso são os países da UE, os quais têm politicas comuns de ambiente e energia de modo que seja proporcionada um nível de qualidade e bem-estar as populações.
Os sectores industrial e de transportes são precisamente os maiores responsáveis pela poluição actualmente existente. Mas acaba-se por não se referir sítios e lugares, nos quais os níveis de poluição são tão elevados que a saúde das pessoas é severamente afectada. Estes mesmos poderiam servir de exemplo, em como a inconsciência e a falta de políticas ambientais inexistentes, são prejudiciais tanto ao meio ambiente como as pessoas.
Sungayit no Azerbaijão, Linfen e Tianying na China, Sukinda e Vapi na Índia, La Oroya no Peru, Dzerzhinsk e Norilsk na Rússia, Kabwe na Zâmbia e por fim Chernobyl na Ucrânia. Estes foram considerados pela Blacksmith Institute, sediada em Nova Iorque, como os dez lugares mais poluídos. Nesta lista dos lugares mais poluídos, também podemos encontrar a Cidade do México, no México, Capsa Mica na Roménia, Cubatão no Brasil e New Orleans nos Estados Unidos.
Sungayit no Azerbaijão é um complexo petroquímico e industrial com mais de quarenta fábricas e que afecta 275.000 habitantes. A sua industrial de petróleo, químicos orgânicos e de metais pesados, anualmente lança para a atmosfera entre 70 e 120 mil toneladas de gases poluentes. A sua pesada herança como ex-republica soviética, tem como efeitos nas populações locais como uma média de incidência de cancro na ordem dos 22 a 51%, nascimentos de prematuros, doenças nos ossos, defeitos genéticos e mutações entre outros.

Foto: Adam Klaus/Blacksmith Institute
A cidade de
Chernobyl, na Ucrânia, foi considerada o maior desastre nuclear da história. Após a expulsão do reactor nuclear, em 1986, uma quantidade enorme de radiação foi lançada para a atmosfera, fora a que continua encerrada dentro da central. Estima-se que seja mais de 100 toneladas de urânio e de outros produtos radioactivos, como o plutónio, possam ser libertados se houver outro desastre. Hoje as 19 milhas de zona de exclusão contínua inabitável e mais de cinco milhões de pessoas que actualmente habitam as zonas afectadas da Bielorússia, Rússia e Ucrânia, que foram todos classificados como 'contaminada' com radionuclídeos após o acidente de Chernobyl. Crianças e adolescentes com idades inferiores a 14 anos são mais afectadas com cancro na tiróide. As lesões cutâneas, doenças respiratórias, infertilidade e nascimento defeituosos cresceram exponencialmente após o acidente.

Foto: Julien Behal/Chernobyl Children's Project
A cidade de
Cubatão, no Brasil, apesar de não fazer parte da lista dos dez lugares mais poluídos do mundo, foi considerada no inicio dos anos 80 como uma das cidades mais poluídas, alcunhada por ”O Vale da Morte”. Nesta cidade do estado de São Paulo está localizada o maior porto comercial, e de industrias petroquímicas e metalúrgicas do país. O complexo industrial do vale do Cubatão representa 3% do PIB brasileiro. Zinco, mercúrio petróleo entre outros materiais, eram depositados directamente no rio sem qualquer tipo de tratamento, a juntar a isto, os esgotos da cidade.
As taxas de cancro do sistema nervoso e do cérebro são quatro vezes mais elevadas em comparação ao resto do estado de São Paulo e o cancro de pâncreas, garganta, boca e pulmões são duas vezes. Metade da população desta cidade sobre de doenças respiratórias.
Apesar ter sido considerada na Cimeira do Rio, em 1992, como um dos dez maiores crimes cooperativos graves registados, muita coisa tem evoluído nesta cidade desde então. O governo de Brasil, em parceria as ONU, tem investido em programas ambientais e estruturas para combater este problema ambiental no qual já tem obtido resultados. Hoje é considerado com um “exemplo mundial de recuperação ambiental”.
Fontes:- http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422002000500009
- http://www.blacksmithinstitute.org